15 abril, 2017

[PROMOÇÃO] Mega sorteio de livros!

Hoje é dia de promoção! Serão 24 livros no total divididos em 4 kits para comemorar os aniversário do A world to read, do blog Chovendo livros e do blog Sai da minha lente. Fique muito atento às regras para não correr o risco de ser desclassificado. No mais, boa sorte a todos!
Em conjunto com 12 blogs e editoras parceiras, criamos uma promoção super legal para vocês. Participem! São 24 prêmios, divididos em 4 kits, onde cada kit vai ter 1 vencedor, ou seja, teremos 4 ganhadores! Vocês podem participar de quantos quiserem, mas vou limitar a 2 kits por ganhador, caso a mesma pessoa seja sorteada duas vezes ou mais. Cada kit tem algumas regras obrigatórias. Após preencher essas entradas, o formulário vai liberar entradas extras opcionais. Cada kit tem entradas diferentes e em cada banner vocês poderão qual livro pertence a cada kit.
Regras da Promoção:
    • É obrigatório residir em território brasileiro; • Perfis falsos ou exclusivos para promoções serão desclassificados; • A promoção se inicia hoje, 14/04/2017 e termina no dia 14/05/2017; • O sorteio será feito até o dia 19/05/2017; • Os blogs tem até o dia 21/05/2017 para conferir se os sorteados cumpriram as regras obrigatórias; • O resultado está previsto para sair dia 23/05/2017; • Nenhum dos blogs ou editoras se responsabilizam pelo extravio de prêmios; • O ganhador tem até 72h para responder o e-mail que será enviado com seus dados completos. • Cada kit terá apenas um vencedor. • Como cada blog/editora enviará seu livro, os prêmios podem chegar em dias diferentes! • Cada blog tem até 45 dias para enviar o livro, contando a partir do dia em que recebermos o endereço do ganhador.
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Qualquer dúvida por mandar aí nos comentários! Boa sorte a todos!

15 fevereiro, 2017

[Resenha] A Sombra do Vento – Carlos Ruiz Zafón

Foto Autoral . Veja mais no Instagram @blogparenteses 

Este é um livro sobre como um livro pode mudar a vida de alguém.

Daniel Sempere acorda numa madrugada de 1945, aos 10 anos, apavorado por não conseguir recordar o rosto da mãe. Seu pai tenta confortá-lo, e então o leva pelas ruas de Barcelona até o coração do centro histórico da cidade. Lá, o menino conhece um prédio antigo com ares de palacete, o lugar onde acabam os livros que se perderam no tempo: o Cemitério dos Livros Esquecidos.

Daniel Sempere desenterra um livro das infinitas estantes daquele labirinto, A Sombra do Vento de Julián Carax. Ele ainda não sabe, embora pressinta, mas ao mergulhar naquelas páginas sua própria história vai se confundir com os dramas e mistérios que o livro carrega.

A história aparentemente simples que se revela em pequenas partes, afunilando e se encaixando é com uma boneca russa, em cada personagem há uma história e dentro da história, mais uma e assim Záfon constrói o enredo complexo: como uma trama de romances e segredos sendo tecida de forma que deixe difícil largar o livro. Tudo que queremos é descobrir onde tudo aquilo vai dar.

O livro me conquistou desde as primeiras páginas, quando descreve e homenageia o encanto dos livros com declarações que acalentam o coração de qualquer leitor.
 Ao longo das páginas os personagens são desenvolvidos com naturalidade e mestria que os torna palpáveis e inesquecíveis. Ao fim do livro você acredita mesmo que toda essa trama seja possível mesmo que paradoxalmente improvável.

Por ser este o meu primeiro livro do Carlos Ruiz Zafón, posso dizer que minha história com este escritor começa como um amor á primeira leitura.

Quero fazer como o protagonista Daniel e sair em busca de tudo o que este Zafón escreveu, espero que seja uma aventura tão emocionante quanto a dele, mas claro, sem toda a tragédia.

Nota:5/5 + favoritado

Informações técnicas:
Autor:  Carlos Ruiz Zafón
399 p. 
Editora:Objetiva/ Selo: Suma de letras

10 fevereiro, 2017

[Resenha] Tudo aquilo que nunca foi dito

Foto Autoral. Veja mais no Instagram @blogparenteses

A história é sobre a Júlia. Uma mulher que com relacionamento conturbado com o pai, o empresário que limita sua vida aos negócios.

Júlia vai se casar e já nem cria expectativas pela presença paterna na cerimônia, quando o que ela previa acontece: Nas vésperas do casamento recebe uma ligação informando que seu pai não poderá comparecer. Antes que ela posso sentir algo sobre isso, vem a noticia: ele não poderá ir porque acaba de falecer! 

Essa ironia mordaz faz Júlia adiar o casamento que seria no dia do enterro, o que faz com que tudo acentue o desacordo que sempre dificultou a relação entre pai e filha.

No dia seguinte ela recebe uma encomenda, surpresa póstuma do pai dentro de um caixote gigante. Essa tal surpresa é tão maluca que vai mudar o rumo da história e claro, da vida de Júlia. Eu achei o máximo o tom fantasioso que a tal surpresa insere a trama.

Mas enfim, a surpresa, dará à Julia a possibilidade de encarar a relação com o pai de uma forma diferente, uma ponte entre eles que mostrará que tudo não é sempre como julgamos, e que a mágoa encobre as coisas boas que deveriam ser lembradas.

A narrativa pode parecer bem dramática, mas é repleta de tiradas cômicas. Muitas delas ficam por conta do melhor amigo da Júlia, o Stanley, tbm conhecido como melhor personagem do livro.
A surpresa que Júlia recebeu ainda a convencerá a fazer uma viagem que vai ajudá-la rever sua história a desenterrar uma pessoa que, achava ela, tinha ficado em seu passado.

No fim ainda tem um plot twist que te deixa com cara de “o quê?!” É excelente!

Este livro permeia várias questões sobre relacionamentos, de pai e filha, de amizades, de relacionamentos amorosos... Mas a talvez a mensagem mais forte seja a do título:
Se você tivesse a chance de encarar relacionamentos perdidos e falar tudo aquilo que não foi dito, você iria perder tempos com amarguras ou ia fazer valer a importância daquilo que te faz bem?

Ignore a capa feia e vá fundo nesse romance francês comovente que prova que Marc Levy é mesmo um grande contador de histórias.


Nota: 5/5

Informações técnicas:
Autor: Marc Levy
241 p. 
Editora:Objetiva/ Selo: Suma de letras

07 fevereiro, 2017

[Dica de leitura ] O Príncipe da Névoa

Foto Autoral - Veja mais no Instagram @blogparenteses
Este é o primeiro romance do Zafón, e terminei a leitura com um pensamento: Poxa! Se começou assim , os seus outros livros devem ser maravilhosos!

A escrita do Zafón é tão envolvente quanto a trama desse livro. Ele sabe o que estava fazendo. Ouso pensar que uma aventura totalmente envolta em suspense protagonizada por crianças não estaria em melhores mãos do que nas deste autor.

Se você gosta de fantasia e mistérios acho que dificilmente não cairá de amores por Carlos Ruiz Zafón. Com cenários muito bem criados e diálogos bem construídos a narrativa ainda que não seja linear nos prende e nos faz acreditar em cada frase escrita. Nos sentimos facilmente entrando na história. O difícil é sair, largar o livro.

Não há muito o que contar da historia pois é um suspense onde cada ponto da narrativa é uma descoberta. Meu conselho é pegar para ler sem saber muuito, sem querer sair na frente do autor: Trilhe o caminho que irá te propor!

O Príncipe da Névoa é o livro que me convenceu de que tenho que ler todas as obras do autor.

Nota:5/5



31 janeiro, 2017

《Sci-fi entre Parênteses》7 Partículas literárias da Ficção científica

Foto autoral. Veja mais em @blogparenteses 

1. Os termos difundidos no Brasil para se referir ao gênero são: Ficção Científica, abreviado para FC e Science Fiction, abreviados para Sci-fi ou SF.

2. Livros Sci-Fi são facilmente identificados por sua própria maneira de falar sobre ciência. O gênero “brinca” com as implicações e consequências de dados científicos ou inovações tecnológicas, reais ou supostas. O “e se...” é levado muito a serio aqui!

3. Chegam a ser um tanto didáticos, mas não no sentido de explicar o que é a ciência ou ensinar amplamente conceitos científicos, embora isso possa ocorrer ocasionalmente. Mas amados companheiros de humanas: Não entrem em pânico! * O que os autores querem é difundir ideias, e não há nada que te impeça de se conectar com o enredo ou de se envolver com as discussões e questões apresentadas.

4. Engana-se quem acha que ao falar de ciência, o Sci-fi se restringe ás chamadas ciências “duras” (astronomia, física, engenharia, etc.). Você pode encontrar muitas obras que exploram as ciências "leves" focando suas teorias nas relações humanas e nas ciências sociais com temas que nos aproximam da psicologia, da antropologia e da sociologia por exemplo.

5. Frankenstein de Mary Shelley é a obra considerada fundadora do gênero que surgiu no Século XIX. Outras obras importantes para o surgimento do sci-fi são os romances de Júlio Verne e H.G. Wells, Utopia de Thomas More, e até contos de Edgar Allan Poe.

6. Sci-fi não é subgênero de Fantasia. (Gente, até uns dias atrás eu apostaria alto que era) Sci-fi é um gênero que possui suas vertentes e subgêneros e que ás vezes conversa com a fantasia na chamada Fantasia Científica (narrativa que mistura explicações racionais e místicas, ou seja, ciência e magia). Selecionamos livros de subgêneros variados pra ler e apresentar nos próximos posts.

7. Esse é um gênero que tem forte apelo com qualquer um que já se fez as perguntas mais persistentes nas obras sci-fi: De onde viemos? Pra onde vamos? Até onde somos capazes de chegar? E a minha preferida: O que nos torna humanos?

#ScifiEntreParenteses


08 janeiro, 2017

[Dica de Leitura] VIVIENNE WESTWOOD - A biografia

“Na busca por ideias, você começará a pensar, e isso mudará sua vida. E se você muda sua vida, mudo o mundo.” V.W.
Foto autoral Instagram @blogparententes

 
O autor Ian Kelly nos faz olhar para o mundo da moda a partir de suas percepções sobre a obra e a vida íntima da estilista Vivienne Westwood.

É delicioso ver o lado B da vida desta mulher que vai para o trabalho de bicicleta aos 73 anos de idade, um ícone cultural que sempre buscou desafiar a lógica convencional.

É também divertido acompanhar isso com o Ian e ver como ele se deslumbra nas suas primeiras percepções sobre um mundo que lhe é estranho. As descrições dele sob o mundo da moda carregam a suspeita original da maioria. Mas tudo bem, a ideia não é fazer entender a moda, é se fazer conhecer a cabeça de uma das mentes mais interessantes da cultura contemporânea: a da Vivienne Westwood.

Foi nisso que me ganhou, nos muitos dos relatos da vida de estilista e precursora do estilo punk que são feitos pela própria Viviane como coautora deste livro. As memórias de uma mulher de 73 anos ativamente inserida no mundo, é o que enriquece, e muito, esta obra biográfica.

Como não se deliciar com histórias da estilista que o transformou o alfinete em um símbolo político? Que abriu a primeira marca com roupas em couro, cheias de zíperes e calças rasgadas? “O punk tem a ver com uma estética, mas ás vezes acho que a única coisa boa que saiu dele foi a ideia de ‘Não confie no governo’ e que nesse meio-tempo tinha um visual incrível!”

Ao longo do livro vemos como seu espírito punk foi se transformando em ativista e como seu engajamento político tornou-se sua outra marca. Não disse que ela desafia a lógica convencional? Pois, bem, no livro ela exibe seu manifesto contra o consumismo intitulado: “Acabem com o capitalismo”.

A biografia revela ainda uma leitora muito assídua que afirma por diversas vezes seu amor aos livros em frases como: “Tudo gira em torno de livros na verdade.” “Minha continuidade é no que penso e no que leio”.

Comecei com um quote e vou finalizar com outro dos meus preferidos: “Há que se buscar a beleza. Em tudo. Todo o tempo. Em todo mundo.” V.W.


Nota: 5/5 

Informações técnicas:
Autor: Vivienne Westwood E Ian Kelly
Tradução: Helena Carone E Maryanne Linz
496 pp. 
Editora: Rocco / Selo: Anfiteatro