22 novembro, 2016

[Dica de Leitura] Mandela, o africano de todas as cores

Este livro integra o selo “Pequena zahar” e vai nos levar pra dentro da história de luta e ideias de Nelson Mandela.

Foto autoral + no Insta: @blogparenteses


Escrito para crianças e recomendado para jovens e adultos, o texto emocionante do autor francês Alain Serres se amplia em sentido e forma pelas imagens do ilustrador, tbm francês, Zau.  

A narração é construída por uma linha do tempo que se inicia com a infância de Mandela e a partir daí vamos acompanhando os momentos chaves da sua história de vida . E que história!

Toda a vida de Mandela é inspiradora. Mandela criança, Mandela jovem, Mandela adulto, Mandela idoso... Há pessoas que encontram um sentido tão forte na vida que acabam por estender significa á vida de outros. Esse livro mostra como Mandela foi uma dessas pessoas.

O sofrimento do povo negro descrito nessas páginas, deliberadamente cheias de cores, é revoltante e entristecedor. Foram 27 anos de prisão até que Mandela viesse a se tornar o 1º presidente negro daquele país.

A edição tem ainda um material bônus no fim com palavras-chaves, fotos de noticias e mapas para que o leitor compreenda detalhes da trajetória de Mandela.

O que fica dessa leitura é muito do sentimento que movia o personagem central, na sua luta a favor da união dos povos de todas as cores. Este pequeno livrinho é uma grande fonte de inspiração para o respeito. “Respeito pelas populações negras humilhadas durante séculos”. Mas também repeito e igualdade entre todas as pessoas sem distinção de cor.

Nota: 5/5

Informações técnicas:
Autor: Alain Serres 
Editora: Zahar
Selo: Pequena zahar 

[IMPRESSÕES de LEITURAS] Imaginação Branca na literatura

Há leituras que deixam impressões fortes intencionalmente, outras provocam reflexões não intencionais nos fazendo repensar experiências como leitores.

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Quando li Legend fui apresentada ao Day e nas primeiras págs criei a minha imagem mental dele. Mais pra frente, descobri que ele tinha ascendência mongol. Eu o imaginara branco até ali e tive dificuldade para readequar essa imagem. Por que o imaginei branco antes que a descrição física fosse feita? Aí lembrei que não era a primeira vez que isso acontecia.

Piper Mclean (HdO) e Carter Kane (CdK) tbm me deram trabalho para imaginá-los pq suas etnias não caucasianas não foram especificadas logo de cara.

Isso me deixou envergonhada. Por que normalizei o branco em minha imaginação e tornei as outras etnias exóticas, precisando ser explicitamente descritas? A resposta: falta de representatividade e padronização branca. Caí nesses mecanismos do racismo para tornar o não caucasiano, algo estranho.

Em minhas leituras deste ano, não encontrei um(a) protagonista negro(a), por exemplo. Isso é um problema. Cadê os protagonistas indianos, negros, latinos, árabes, etc? A maioria da população mundial não é branca. Eu mesma não sou.

Outro ponto é que grande parte dos best-sellers viram filmes com elencos inteiramente brancos eliminando a pouca incidência representativa nos livros. Um exemplo disso são os filmes de Harry Potter, com quase 20hs, somente 6min são falados por personagens de cor. A Hermione não teve a etnia especificava nos livros, mas todos nós a imaginamos branca. E sabemos o que aconteceu quando uma atriz negra pegou seu papel no teatro.

Já Katniss (THG), pela descrição nos livros, aparenta ser descendente de nativos americanos. Mas não houve incomodo em assistir uma atriz que não correspondia a isso. Talvez pq, mais uma vez, facilmente conseguimos imaginar a personagem como branca.

A partir de agora vou exercitar não embranquecer minha imaginação e torcer pra encontrar nas minhas leituras maior representatividade, me ajudando a ver o mundo como ele de fato é: multiétnico.



01 novembro, 2016

[IMPRESSÕES de LEITURAS] Empatia de leitor

Foto Autoral @blogparenteses Instagram Literário


As IMPRESSÕES desse post foram as deixadas nas leituras de “Passarinha” “O lado bom da vida” e nos livros “O projeto e o efeito Rosie”

Esses são livros onde personagens vivenciam em algum ponto da história o poder da EMPATIA e me deram a chance de exercitar junto com eles essa capacidade de compreender as emoções de outra pessoa e de olhar o mundo a partir de sua perspectiva.

Pra nós, leitores, a EMPATIA é algo que faz parte do nosso cotidiano. Geralmente, exercitamos nossa perspectiva empática em quase todas as leituras quando nos transportamos para mentes de personagens cuja realidade e forma de pensar estão beemm distantes das nossas.

Temos a oportunidade de exercitar a empatia livro após livro, embora muitas vezes não tenhamos consciência disso.

Quantas vezes você já não se pegou fazendo um esforço consciente para colocar-se no lugar do personagem – inclusive dos que te incomodavam – reconhecendo sua humanidade, individualidade e perspectivas?

E qual foi a consequência disso? Você ampliou seus limites de entendimento humano. É por isso que pensando cá com meus botões, chego a conclusão que talvez nós leitores, temos maior tendência a sermos pessoas mais tolerantes.

Isso claro, se fugirmos das classificações simplistas que nos levam facilmente á apenas ver as pessoas/ personagens como chatas ou legais, e etc.

A empatia que exercitamos nas leituras é um meio eficaz que temos de expandir as fronteiras da nossa visão sobre os outros e sobre o mundo.

Os livros que nos dão essa possibilidade de experimentar pensamentos e sentimentos que só podem ser encontrados fora de nós mesmo através da empatia.



Veja + Leia o veredito dos livros citados e mais em https://www.instagram.com/blogparenteses/