27 maio, 2014

[Moda e Literatura] Os 75 anos do clássico “O Mágico de Oz” celebrado pela Moda.

A ação trata-se de uma Iniciativa Beneficente que será revelada ao público em 4 de setembro de 2014.



Desde a primeira publicação do livro, em 1900, 'O Mágico de Oz' tornou-se um dos livros infantis mais lidos e amados de todos os tempos. A obra de L. Frank Baum, originalmente intitulado "O Maravilhoso Mágico de Oz", é sem dúvida um dos maiores sucessos editoriais da literatura infantil. O romance traduzido em diversos idiomas ganhou adaptações para o cinema, teatro e televisão. A mais aclamada adaptação dessa obra foi lançada nos cinemas em 1939 pela Warner Bros. Neste ano comemora-se os 75 anos deste clássico do também do cinema.

Adaptação para o cinema em 1939

Para a festa em torno do longa-metragem, a Warner Bros. convidou vários estilistas e grifes para criar looks para bonecas das personagens Dorothy, Glinda e a Bruxa Má do Oeste. O lançamento está previsto para o dia 4 de setembro de 2014, durante a próxima temporada da semana de moda de Nova York. Cada convidado vai assinar o visual de uma boneca única. As criações serão exibidas em bonecas de papel no Fashion Institute of Technology.

O projeta planeja leiloar estas criações pelo eBay, com renda revertida para a fundações como a There’s No Place Like Home, que promove melhores moradias para a população em diversos países e a Habitat for Humanity, uma ONG que ajuda crianças carentes ao redor do mundo. Para o projeto foram escolhidos Marc Jacobs, Donna Karan, Jenny Packham, Trina Turk, Chris Benz, BCBG, Hervé Leger, Carmen Marc e Lyn Paolo.

No croqui feito por Trina Turk, Dorothy tem sua jardineira trasformada em um macacão e seu sapatinho de rubi que tem um shape boneca, vira um belo stiletto. Já Chris Benz a veste com um vestido tomara que caia, com cintura marcada e silhueta assimétrica. Em ambas as roupas o padrão quadriculado em azul e branco se manteve. Glinda, A Bruxa Boa, ganhou um vestido de cintura marcada, com mangas volumosas e pedraria na saia criado por Max Azria. O look ainda é composto por um maxi colar.

Tanto na versão de Donna Karan, quanto na de Jenny Peckham, a Bruxa Malvada do Oeste aparece toda trabalhada do glamour. No primeiro look ela usa um vestido longo, decotado e com uma capa vaporosa, que é complementado por um chapéu e luvas 7/8. Já no segundo, o vestido continua longo, com um decote profundo, mas aparece com mangas longas e volumosas.

A Bruxa Malvada do Oeste ganhou releituras de Donna Karan e Jenny Packham

Glinda por Max Azria e Doroth na versão de Chris Benz


 E ai curtiram esse casamento entre literatura, cinema e moda?!! Nós aqui amamos muito tudo isso!!


+ Citação do autor:  
"A história de O Mágico de Oz foi escrita exclusivamente para agradar crianças de hoje. Ele aspira a ser um conto de fadas moderno, em que o espanto e alegria são mantidos e os sofrimentos e pesadelos são deixados de fora". 
L. Frank Baum (1900)



24 maio, 2014

[Resenha Crítica] A menina que não sabia ler

Uma intrigante viagem ao real e ao imaginário da mente humana.


Créditos da imagem: 500 Words for Everything 

Título Original: Florence and Giles
Autor: John Harding
Gênero: Ficção inglesa
Editora: Leya
Ano da publicação: 2010.

Sinopse: “1891. Nova Inglaterra. Em uma distante e escura mansão, onde nada é o que parece, a pequena Florence é negligenciada pelo seu tutor e tio. Até que um dia Florence encontra a biblioteca proibida da mansão. E passa a devorar os livros em segredo. Mas existem mistérios naquela casa que jamais deveriam ser revelados. Quem eram seus pais? Por que Florence sonha com uma misteriosa mulher ameaçando Giles, seu irmão caçula? O que esconde a Srta. Taylor? E por que o tio a proibiu de ler? Florence precisa reunir todas as pistas possíveis e encontrar respostas que ajudem a defender seu irmão e preservar sua paixão secreta pelos livros antes que alguém descubra quem ousou abrir as portas do mundo literário. Ou será que tudo isso não seria somente delírios de uma jovem com muita imaginação?”

John Harding, o autor do best seller  “We Did On Our Holiday” , ficção inglesa que foi adaptada para uma série de TV, é também crítico literário do Daily Mail e vive em Londres. Harding publicou em 2006 o livro “One Big Damn Puzzler”,  em 2010 “Florence and Giles” e, fugindo um pouco de ficções, ainda no ano de 2010 ele publica a biografia “Alex James -Life Of A Football Legend.  Neste ano de 2014 foi lançado a continuação “A Menina Que Não Sabia Ler 2 publicado pela Casa da Palavra.

O conto gótico é narrado em primeira pessoa pela protagonista Florence nos levando a ver os fatos só sob seu ponto de vista. Chega um ponto em que não há como saber o que é real e o que é imaginação dela e acabamos caindo num intrigante jogo de deduções.

Não posso começar a contar a estória contida no livro sem dizer : Florence and Giles  é com certeza um titulo muito mais apropriado! É evidente que o título em português quis se valer da fama de “Amenina que roubava livros”, o que atraiu muitos leitores, porém, acabou fazendo também, muitos se decepcionarem com o enredo. Tanto o título quanto a capa original são mais coerentes e buscam atrair leitores que se interessam por thillers, suspenses, contos de horror...  Este tipo de leitor, dificilmente se decepcionará com Florence and Giles.

A narrativa é um quebra-cabeça. O autor deixa pontas soltas por todo o enredo e vai juntado as poucos na segunda metade do livro. Isso pode fazer com que o inicio seja um pouco parado... Mas depois é impossível largá-lo até que se chegue a última página.  Fiquei satisfeita com o que li e se tentarmos fugir da visão de Florence, fica mais fácil juntar as peças do quebra-cabeça.

A trama, que se passa em 1891, navega por uma temática mórbida, protagonizada por Florence, uma orfã de doze anos, que mora com seu irmão caçula Giles, numa mansão inglesa. Florence passa o tempo com Glies e seus amados livros. Seu tio e tutor não apareceram na mansão, deixando as crianças aos cuidados de empregados que sob ordem expressas escondem dos órfãos, a enorme biblioteca que a mansão abriga.

Essa biblioteca é descoberta ao acaso por Florence que sempre foi  apaixonada por esse universo de histórias mas foi impedida de sequer aprender a ler (regra máxima prescrita pelo tio). Autoditada, ela conquista esse conhecimento e a partir deste momento, passa a viver uma vida dupla.  O único a quem ela confia este segredo, é Giles. De forma clandestina a garota mergulha cada vez mais fundo neste refúgio de livros. Seus autores preferidos são Shakespeare e Poe. 

Com a chegada de uma nova preceptora, Senhora Taylor, após a misteriosa morte da mulher que ocupava o cargo, as coisas torna-se cada vez mais complicadas e estranhas, a começar pelo carinho exagerado desta nova preceptora por Giles. A Senhorita Taylor, desperta na garota a imagem de todos os seus medos e terrores e se não bastasse, ela sente o irmão cada vez mais distante e envolvido pela preceptora. O que não agrada nada Florence que defender seus dois tesouros (Giles e os livros), não mede esforços.

Assim o autor vai revelando o quanto pode ser cruel o universo imaginário de uma criança legada ao abandono. Pude sentir que sabia o desfecho dessa estória já nos primeiros capítulos. Ledo engano!  Após terminar o livro passei dias pensando nos detalhes da trama com um "como assim?!!" preso na mente.

+ Curiosidades sobre o livro:


Pesquisei  para saber no que John Harding se inspirou para escrever tal conto , mas não encontrei nada...  Por outro lado é evidente a semelhança com o clássico “A outra volta do parafuso” de Hanry James. Com uma premissa parecida onde estranhos episódios ocorridos em uma casa de campo inglesa, onde duas crianças vivem com sua governanta e uma empregada. Henry James deixa a critério do leitor, decidir se está diante de uma verdadeira história de fantasmas ou do fruto da alucinação da governanta.  Aqui a ideia e a mesma: Tudo foi o resultado de alucinações de Florence?


+ Quotes do Livro A menina que não sabia ler:

Lembrei que uma vez havia cortado em duas uma carta - a rainha de espadas -, bem no meio, pensando em fazer duas rainhas de uma, uma imagem em cima e a outra embaixo, mas descobri que havia ficado sem nenhuma, com duas partes inúteis por si só, e pensei que era assim sem Giles, que era uma parte da minha pessoa.”  - Florence

"Ah, meu querido, eu poderia comê-lo!" - Sra. Taylor

+ Avaliação: 







10 maio, 2014

[TAG #3]: Feitiço de HP



Desta vez a tag não é nossa, ela foi feita originalmente pelo canal TurtleSympathy e traduzida pelo blog Arrastando as Alpargatas. Nós vimos no Blog Entre leitores e, na mesma hora, decidimos responder !
A tag consiste em escolher 10 feitiços da saga Harry Potter e relacioná-los a livros. Vamos nessa!
OBS.: Decidir colocar as sinopses dos livros para que vocês conheçam um pouca da história, caso nunca tenho ouvido falar. Aproveitem as indicações!


1. Expecto Patronum: Um livro de infância relacionado a boas memórias.


Menina Bonita do Laço de Fita - Ana Maria Machado 

   Um coelho branco apaixonado por uma criança negra. Isso é possível? Sim, e a comprovação está nas páginas do livro Menina bonita do laço de fita, de Ana Maria Machado. Nosso coelhinho, aliás, vai além: quer também ter a pele escura, igualzinha à da linda menina.
    Além do caráter lúdico de sua criação, a autora coloca em cena, nesta obra, diversos aspectos muito debatidos nos dias de hoje, como a auto-estima das crianças negras e a fraternidade inter-racial. Razão suficiente para tornar 


Eu me apaixonei por este livro aos nove/dez anos, peguei na biblioteca e li várias vezes no mesmo dia. Queria muito encontrá-lo para colocar na minha estante e ler naqueles momentos nostálgicos...




2. Expelliarmus: Um livro que te pegou de surpresa. 

Gênesis - Bernard Beckett


Na ocasião em que a Terra foi arrasada pela Peste, os sobreviventes reuniram-se em uma nova sociedade. Separados do mundo exterior por uma cerca em pleno oceano, vivem em absoluto isolamento – aviões que se aproximam são abatidos; refugiados, executados. Até que um soldado escolhe romper com as regras e, em vez de disparar, resgata das águas uma menina. Seu nome é Adam Forde. Ele muda para sempre o curso da História. 
   Inquietante e de uma ingenuidade encantadora, Gênesis conduz a um futuro em que antigas – e eternas – questões filosóficas se chocam com o avanço tecnológico – quando o significado de ser humano, ter consciência e ter alma tornam-se questões centrais.



Surpreendente é o adjetivo que melhor descreve este livro. Comprei na última Bienal de São Paulo porquê estava barato, sem nenhuma expectativa. Foi uma grande surpresa descobrir como ele é bem escrito. Amei e pretendo reler!


3. Prior Incantato: O último livro que você leu. 

Convergente -  Trilogia Divergente - Livro 3 - Veronica Roth




A sociedade baseada em facções, na qual Tris Prior acreditara um dia, desmoronou – destruída pela violência e por disputas de poder, marcada pela perda e pela traição. No poderoso desfecho da trilogia Divergente, de Veronica Roth, a jovem será posta diante de novos desafios e mais uma vez obrigada a fazer escolhas que exigem coragem, fidelidade, sacrifício e amor.



Ainda estou decidindo minha avaliação deste livro. Eu gostei, só não sei quanto. Talvez em breve escreverei  a resenha dele. 






4. Alohomora: Um livro que te apresentou a um gênero que você não tinha considerado. 

Jogos Vorazes - Trilogia Jogos Vorazes - Suzanne Collins


Após o fim da América do Norte, uma nova nação chamada Panem surge. Formada por doze distritos, é comandada com mão de ferro pela Capital. Uma das formas com que demonstram seu poder sobre o resto do carente país é com Jogos Vorazes, uma competição anual transmitida ao vivo pela televisão, em que um garoto e uma garota de doze a dezoito anos de cada distrito são selecionados e obrigados a lutar até a morte! 



Nunca tinha lido uma distopia até conhecer Jogos Vorazes, agora este é um dos meus gêneros favoritos. Espero conseguir ler "1984", "Admirável mundo novo" ou alguma outra distopia "clássica" até o fim deste ano... 







5. Riddikulus: Um livro engraçado que você leu.

                                                  O Projeto Rosie - Graeme Simsion

  
 Para se ter a vida de Don Tillman, não é preciso muito esforço. Se algum desagradável contratempo surgir em sua rotina, não há nada que não possa ser solucionado com meia hora de pesquisa científica. Exceto as mulheres. Até o momento, a única coisa não esclarecida pelos estudos no campo de atuação de Don, a genética, é o motivo para sua incapacidade de arrumar uma esposa. 
   Para solucionar esse problema do modo mais eficaz, Don desenvolve o Projeto Esposa, um questionário meticuloso que irá ajudá-lo a filtrar candidatas inadequadas a seu estilo de vida, com critérios pouco flexíveis que o levarão à mulher ideal. Até Rosie entrar na vida de Don e – despretensiosamente, uma vez que ela nunca se candidatou ao Projeto Esposa – mostrá-lo que a mulher ideal não existe, mas o amor, sim.

Sabe aquele filme calmo, engraçado e agradável perfeito para dias que você quer desacelerar? O Projeto Rosie é ele em forma de livro. Um ótimo Chick-Lit. 


6. Sonorus: Um livro que você acha que todos deveriam conhecer. 




Gênesis - Bernard Beckett


Sim , vou ter que repetir esse livro (sinopse no item 2 desta tag).


Pouquíssimos leitores conhecem esse livro, até hoje não encontrei ninguém que tenha lido (sem contar a Pétala, é claro)! É uma pena, como eu já disse, o livro é muito bom.









7. Obliviate: Um livro ou spoiler que você gostaria de esquecer ter lido.

Série Harry Potter - J.K.R


Precisa de sinopse?! rs



Li a série em 2012, depois de ver o último fim e descobrir que não estava pronta para me despedir. Foi uma experiência mágica (rs), mas eu fico me perguntando como teria sido se eu não conhecesse a estória... 





8. Imperio: Um livro que você teve que ler para escola.

Tristão e Isolda

Era uma vez o rei Leonês, que morreu em combate. Sua viúva deu à luz um menino e o chamou de Tristão, porque na tristeza havia nascido. O menino foi criado por seu tio Marcos, rei da Cornualha, e se tornou um guerreiro bom e corajoso. Um dia Tristão foi encarregado de descobrir uma esposa para Marcos. Num reino próximo ele encontrou a moça adequada - a princesa Isolda, a Loura - e a levou de navio para se juntar ao rei Marcos. Para garantir que os noivos se apaixonariam um pelo outro, a mãe de Isolda instruiu uma dama de companhia a fazê-los beber um filtro do amor. Mas, ainda durante a viagem, a moça serviu a poção mágica a Tristão e Isolda. Se já se sentiam mutuamente enamorados, a partir desse momento eles se uniram por uma paixão irreprimível e fatal.


Foi interessante ler este livro por ser uma lenda da Idade Média e tal mas, eu dificilmente leria por fonte própria. 




9. Crucio: Um livro que foi doloroso para ler.

A situação da classe Trabalhadora na Inglaterra - Friedrich Engels


A situação da classe trabalhadora na Inglaterra, clássico de Friedrich Engels e referência obrigatória na bibliografia das Ciências Sociais.  Engels abordou, pela primeira vez, a revolução industrial como fato central para a compreensão do controle da produção de mercadorias pelo capital, além de condicionar a solução da “questão social” à supressão do padrão societário representado pela propriedade privada dos meios de produção. O autor coloca, também de forma pioneira, o trabalhador urbano-industrial enquanto classe, descrevendo a dinâmica criativa que coloca o proletariado como sujeito revolucionário, capaz de promover sua emancipação. 


Este é um livro de análise sociológica, obviamente é interessante. Entretanto li para fazer um trabalho e uma prava da escola, então a leitura não foi muito agradável... Sempre que eu pega o livro era assombrada telo temível fantasma do Projeto Engels! Mas valeu a pena. 



10. Avada Kedavra: Um livro que pode matar (interpretação livre).

A Ascensão do Governador - The Walking Dead - Livro 1


No universo de The Walking Dead não existe vilão maior do que o Governador, o déspota que comanda a cidade de Woodbury. Neste romance os fãs irão descobrir como ele se tornou esse homem e qual a origem de suas atitudes extremas. Para isso, é preciso conhecer a história de Phillip Blake, sua filha Penny e seu irmão Brian que, com outros dois amigos, irão cruzar cidades desoladas pelo apocalipse zumbi em busca da salvação. 


Esse foi difícil! Escolhi The Walking Dead porquê a estória toda esta sub um clima de morte e bem, é um livro apocalíptico!  








Gostaram? Espero que sim!... 
Vamos deixar taggeados os blog: 



05 maio, 2014

[Comportamento] Pensando pra vestir: Porque a aparência tem mais valor do que a experiência?

O que é um rasgo ou uma mancha em uma peça de roupa se não 
uma marca de experiência!?


As marcas criadas nas roupas são socialmente valorizadas. Há um senso comum que atribui maior valor na aparência de experiência vivida ou nas marcas falsas (criadas) do que nas marcas verdadeiras (causadas pela experiência vivida). Porque a aparência tem mais valor do que a experiência? 

As marcas falsas são estereotipadas e causam a aparência de experiências e refletem um estilo de vida. Se a pessoa viveu ou não viveu experiências que causam aquelas marcas nas roupas, não vem ao caso. O que importa é que seu estilo é legal, ele carrega marcas de uma pessoa que vive experiências e essa aparência é o que é muitas vezes valorizada.  A partir dessa valorização, essa aparência passa a ser comercializada.

Hoje, pagar por um roupa com marcas falsas (criadas) é socialmente mais aceito do que usar roupas com marcas verdadeiras (seja por acréscimo ou marcas por decréscimo). A sociedade amplamente adaptada á cultura de consumo dá maior crédito ás marcas (rasgos, manchas, etc) que possuem um custo monetário atribuído. Este custo monetário é o dirá se há ou não valor naquela marca. Assim, se alguém te disse: “Nossa, sua calça tem um rasgo enorme!” Você poderá argumentar “Sim, é o estilo dela! Ela custou caro por isso!” E pronto, sua calça será aceita.

Marcas projetas = aparência de experiência!

É claro que esses fatores de aceitação são dependentes do grupo no qual você está inserido. Mas partindo da observação da sociedade contemporânea, essa forma aceitação só não existiria em poucas exceções de lugares.

Com a comercialização de estereótipos de estilos de vivadas que subtendem experiências vividas, vemos que a aparência das experiências, aqui, se sobrepõe a própria experiência real.  E as marcas involuntárias adquiridas nas roupas ao logo do tempo passam a ser encaradas pela maioria das pessoas como sinais que invalidam a roupa para o uso.

Usar uma roupa manchada ou rasgada em virtude de alguma experiência vivida pode ser visto como sinal de desleixo ou mesmo uma depreciação de nível social, quem usas roupas assim, não tem condições financeiras de comprar roupas novas, em bom estado.

O que atribui valor na marca de experiência, não é a experiência em si. Para que a roupa tenha tal valor basta a aparência de se viver um estilo de vida.

E aí você valoriza que tipo de marcas?

Marcas falsas, projetadas.
Tênis sujos = marcas verdadeiras!