21 abril, 2014

[Resenha Crítica] Orgulho e Preconceito e Zumbis

Amor e não-mensonáveis no século XIX



Título Original: Pride and Prejudice and Zombies
Autores: Jane Austen e Seth Grahame-Smith
Gênero: Ficção Inglesa / Literatura Estrangeira/ Mash-up classic  
Editora: Intrínseca
Ano da publicação: 2010.

Sinopse: " Orgulho e preconceito e zumbis é uma versão ampliada do popularíssimo romance de Jane Austen, trazendo cenas inéditas com zumbis partindo crânios de pessoas vivas para devorar seus miolos. Na abertura desta história, ficamos sabendo que uma misteriosa praga se abateu sobre o tranquilo vilarejo de Meryton, na Inglaterra – e os mortos estão retornando à vida! Nossa implacável heroína, Elizabeth Bennet, está determinada a eliminar a ameaça zumbi, mas logo sua atenção é desviada pela chegada do altivo e arrogante Sr. Darcy. "

Seth Grahame-Smith é um escritor, retorista e produtor de cinema e televisão estadunidense. Seus romances mais conhecidos são "Abraham Lincoln, Caçador de Vampiros" e a adaptação da obra de Austen, um dos primeiros livros de Mash-up classic, gênero que pode ser entendido como uma mistura de obras clássicas e figuras de horror, com algumas adaptações... 

Orgulho e Preconceito e Zumbis é narrado em terceira pessoa como o clássico, contudo as boas doses de ironia descontraem a leitura e tiram um pouca da seriedade do romance original. O enredo passa por todas as etapas da estória original, inclusive com bastante preservação do texto de Austen mas, com algumas situações e cenas a mais. Não se engane supondo que tudo fica repetitivo. 


Logo na primeira página somos surpreendidos com a imagem do Sr. Bennet afiando adagas e limpando mosquetes rotineiramente. A motivação para adquirir tal habito foi a terrível praga que se espalhou pela Inglaterra. Através da premissa da praga zumbi são feitas alterações na trama e nas características dos personagens, algumas sutis outras nem tanto. As irmãs Bennet, por exemplo, foram altamente treinadas na arte do kung fu pelo Mestre Liu para tornarem-se as guardiãs de Hertfordshire. 

A chegada de um jovem rico e cortês a vizinhança acaba por comprometer a concentração das guerreiras, com exceção de Elizabeth, ela não abandonaria sua espada por menos que um espadachim a sua altura. Não é o caso do senhor Bingley, já o seu amigo, o Sr. Darcy, poderia muito bem ter atraído a atenção da Srta. Bennet não fosse suas maneiras arrogantes e desagradáveis.

No decorrer da estória acompanhamos romances conturbados e nos prendemos no processo de autoconhecimento pelo qual passam Lizzy e Darcy.  Os zumbis estão sempre como pano de fundo, nas estradas e florestas, à procura de cérebros para devorar... O que acarreta fatos interessantes no enredo. Além disto, o jeito badass das irmãs Bennet e do Sr. Darcy só podia resultar em boas risadas! 

Quem não leu leu "Orgulho e Preconceito" será levado pela trama com um pouco mais de facilidade do que na leitura da obra original de Austen, isso por conta da agilidade que as lutas dão á narrativa e também pela linguagem mais simples dos diálogos. 

Agora quem já leu e é fã do romance, assim como eu, será levado também pela curiosidade de ver seus personagens favoritos em situações, digamos, bastante inusitadas... Ah, e para essas pessoas um recado: Podem esperar algumas surpresas no final! 

Devo ressaltar porém, que há momentos em que as tentativas de humor não dão muito certo e as cenas parecem um tanto forçadas. 

Por fim, a inserção dos zumbis na estória não altera as críticas morais e sociais apresentadas por Austen , esse elemento adicional nos mostra as mesmas questões por um mais um ângulo. Como fã do universo zumbi e de Jane Austem, não poderia deixar de gostar desta junção feita de forma bastante inteligente. 


+ Reflexão: Infectado


Falar de zumbis e tratar de conceitos morais como os que Austen trata em seus livros pode fazer sentido? Acho que sim. Os zumbis são seres fantásticos que produzem no meio em que estão inseridos fortes questionamentos morais. Neste livro isso também ocorre. Como preservar valores numa sociedade infectada com um mal que se alastra? Em "Orgulho e Preconceito e Zumbis" é possível viver as coisas mais belas da vida apesar de todo o mal presente no mundo. 


+ Avaliação: 




18 abril, 2014

[TAG #2] Personagem Infantil para Livro Adulto (original)





Para os leitores que, como nós do EM&L, adoram os contos infantis e não se desapegam de seus queridos personagem, pelo simples fato de já serem adultos... Aqui vai uma tag que criei para podermos viajar com a mente cheia de nostalgia, sonhos mas, com o dois pés no mundo adulto. 

TAG Personagem Infantil para Livro Adulto consiste em citar 5 personagens e relacionar cada um deles á um livro adulto diferente. Há mas tem que explicar sua escolha também ok?!  
A pergunta é:
Quais os 5 personagens de contos e livros infantis você acha que se encaixariam bem em 5 livros adultos respectivamente? Explique citando o personagem infantil, o livro a adulto e o porquê da sua escolha. 


Vamos ás respostas:

#1 - Bela de A Bela e A Fera em "Orgulho e Preconceito" (Jane Austen).

           

Acho que a Bela se daria super bem no universo de Jane Austen. Ela como a Lizzie Bennet gosta muito de livros e aprecia caminhadas ao ar livre... E talvez a Bela conseguisse mais cedo dobrar o Mrs. Darcy com seu dom de enxergar o melhor nas pessoas que ama.



#2 Pinóquio em "As Vantagens de Ser Invisível"(Stephen Chbosky).

 

Pinóquio, na sua busca por amigos e por descobrir a si próprio como ser humano, integraria bem o grupo de amigos que Charlie encontra. São pessoas que se aceitam apesar dos defeitos evidentes em cada um, com isso ajudam um ao outro a enfrentar a vida. 




#3 O Capitão Gancho da história de Peter Pan em "A Vida de Pi" (Yann Martel).



                       


Gancho, o grande e temido Capitão, saberia muito bem como sobreviver há um naufrágio... Mas o melhor nisso seria ver a relação dele com Richard Parker (o tigre). Parker não seria como o Crocodilo Tic Tac, no inicio o Capitão temeria o tigre mas depois creio que Parker despertaria em Gancho um sentimento que só uma intensa relação de companheirismo pode despertar. Acho que vivendo as aventuras de Pi, o Capitão Gancho seria mais sensível e daria mais valor á vida.  


#4  Wendy também de Peter Pan em "Capitães da Areia" (Jorge Amado)



















Já reparou nas semelhanças de Wendy com a Dora de Capitães da Areia? As duas são meninas que assumem a papel de mãe de meninos perdidos... Sim , acho que os capitães da areia também se assemelham muito com os meninos perdidos. Wendy é uma mãe por natureza e é tão determinada e valente quanto Dora.



#5 João e Maria dos Irmãos Grimm em"The Walking Dead"(Kirkman e Bonansinga)


Imagine João e Maria em The Walking Dead. Os famosos irmãos dos contos dos Grimms provavelmente se meteriam em encrencas atraídos por aparentes refúgios ... Mas é certo que saberiam lidar com situações de perigo com  astúcia e inteligência. Sabem traçar estratégias e têm frieza para eliminar o inimigo. 




E aí também acham que estes personagens se dariam bem vivendo nos livros escolhidos aqui? Achei bem divertido fazer essas conexões ... Espero que também tenham se divertido. 
Ah!Aproveito pra deixar uma dica de Série de TV para quem curtiu essa brincadeira... A série Once Upon a Time faz interessantes conexões dos personagens infantis com o mundo adulto. Vale a pena conferir!

Ficam taggeados os blogs:


Além de todos que gostaram e desejam responder a tag... 

Só não esqueçam dar os devidos créditos ;)






12 abril, 2014

[Resenha Crítica] Clarices

Daquelas histórias que fazem bem ao coração...



Título Original: Clarices
Autora: Luciana Bollina
Gênero: Ficção brasileira/ Literatura Nacional
Editora: Philae
Ano da publicação: 2013.

Sinopse: “Clarice tem 19 anos, é artista plástica e seu maior desejo é conhecer o amor. Na rua, encontra um jovem poeta chamado Gabriel, que vende seus poemas impressos de forma artesanal. Ela se apaixona e ele preenche seu imaginário. A atração parece recíproca, mas Clarice flagra o moço beijando outra mulher, linda e sedutora, entre as prateleiras de uma livraria. Paralelamente, sua mãe e sua irmã aparecem em meio a discussões, confrontos e sustos que fazem com que ela amadureça”.

Este é o primeiro livro da autora Luciana Bollina que, minha opinião, não poderia ter debutado melhor. A escrita de Luciana é bem talhada; tem intensidade poética adequadamente espontânea. Sem dúvida, acompanharei a carreira da autora que me conquistou já nas primeiras páginas.
(Se ainda não a conhece, clique aqui e confira a entrevista do blog com Lu Bollina.)

A narrativa em terceira pessoa não nos afasta nem um pouco do interior da protagonista Clarice. Começamos a leitura sendo apresentados á jovem artista plástica com uma intimidade que nos faz amigos desta, a primeira vista. Vista. Não há como não visualizar a beleza da personagem descrita com tanto amor. A impressão é que Clarice é todo feita de amor. As páginas vão passando e descobrimos que ela é feita mesmo de múltiplas formas de amor e mais algumas coisas que a deixam cada vez mais real, concreta, palpável, e, muito próxima de nós. Clarice chegou até mim!

Desconfio que Luciana Bollina planejou esse encontro. Na sua dedicatória ela me escreveu: “Espero que essa Clarice chegue até você”. Deve dizer Luciana, deu certo!

No inicio ela é uma jovem apaixonada á procura da personificação da paixão com a qual se relaciona em sonhos e projeta no diário e em suas pinturas. Ela começa procurando o rosa, essa cor que tanto aparece em suas obras... Essa busca, no entanto é mais um desejo do que uma operação. É assim, desejando, mas sem agir que Clarice encontra Gabriel.

Gabriel, o poeta, lhe oferece poesia na porta de uma locadora. Clarice houve e se apaixona. Achei que Clarice estava sendo premeditada, se empolgando demais com o desconhecido (que se julga mais como Reconhecido), mas depois entendi melhor a jovem romântica. Ela tem uma ânsia por sentir a vida e é isso que a faz logo se corresponder com Gabriel.

Entre email e carta Clarice conhece a atriz Virgínia. Ela vê essa mulher em uma conversa muito íntima com Gabriel numa livraria. Isso a intriga, Gabriel é comprometido? Pior: Como ela pode competir com uma mulher tão atraente e envolvente como Virgínia? Apesar da dúvida, Clarice insiste em se apaixonar por Gabriel.

No decorrer da história surgem personagens como sua aluna Jéssica, a irmã mais nova Cláudia, a mãe e a avó. Todas essas pessoas têm muito a dizer sobre Clarice, fazem parte do seu desenvolvimento como pessoa. Fiquei com a impressão de cada uma dessas mulheres impulsionam Clarice a se descobrir de alguma forma. Jéssica é a que mais se destaca nesse papel.

A relação de nossa heroína com Gabriel é realmente bonita, a construção dos personagens através dela também.  A descrição de como Clarice cresce e tora-se mulher é narrada de forma sorrateira e mansa pra depois te envolver com força e intensidade.

Todo o livro é uma poesia. Não são só os poemas presentes, é todo ele uma poesia. É belo, singelo e forte. Recomendo a releitura, a leitura só não me parece o bastante, sinto que tem mais clarices que passaram sem serem entendidas por inteiro, quero saber mais das jéssicas, das claudias, das mães, das clarices, das virgínias...

+ Reflexão: Quantas Clarices tem em você?

Como pode ser tão intensa um personagem!? Clarice é mais, é Clarices. Mas não somos todas nós clarices assim? Ser único não é ser uno. A intensidade da vida só pode ser sentida quando vivemos nossa própria intensidade e essa intensidade, como percebo em Clarices é grande demais para ser expressa em pessoas limitadas... Clarice anseia por sentir, sabe que senti é criar! E ela se cria assim. Acho que todos nós podemos nos criar, quando nos permitimos sentir.

+ Quotes do livro Clarices:

“Sou um ser humano com amor, mas também preciso dele.” –Clarice

“Que essa sensação me empurre para lugares desconhecidos e que eu não me impeça de ir”. – Clarice

“Que eu não consiga ser somente eu, mas tudo o que eu não conheço”. – Clarice

“O que você faz com seu medo?” – Clarice

“Voando é que se percebe. E voar não é como correr. Pé ante pé, se impulsionam os músculos que fazem correr e voar sobre o chão. Não tenho asas. Só voo com o pensamento”.


“Alguns nascem para escrever livros, outros para lê-los e outros para sê-los”. 


+ Avaliação: 




07 abril, 2014

[Resenha Crítica] Perdão, Leonard Peacock

                                Como encarar passado, presente e futuro, e... Viver.


Foto: Créditos na imagem

Título Original: Forgive Me, Leonard Peacock
Autor: Matthew Quick
Gênero: Ficção Americana/ Literatura Estrangeira
Editora: Intrínseca
Ano da publicação: 2013.

Sinopse: “Hoje é o aniversário de Leonard Peacock. Também é o dia em que ele saiu de casa com uma arma na mochila. Porque é hoje que ele vai matar o ex-melhor amigo e depois se suicidar com a P-38 que foi do avô, a pistola do Reich. Mas antes ele quer encontrar e se despedir das quatro pessoas mais importantes de sua vida: Walt, o vizinho, fumante inveterado e obcecado por filmes de Humphrey Bogart; Baback, iraquiano que estuda na mesma escola que ele e é um virtuose do violino; Lauren, a garota cristã de quem ele gosta, e Herr Silverman, o professor de alemão que está agora ensinando à turma sobre o Holocausto e que desempenha um papel crucial na vida de Leonard quando o jovem se aproxima do seu ato final. Encontro após encontro, conversando com cada uma dessas pessoas, o jovem ao poucos revela seus segredos, mas o relógio não para: até o fim do dia Leonard estará morto.”

O estilo do autor norte-americano Matthew Quick é afirmado neste seu quarto livro publicado (segundo traduzido no Brasil) como uma narrativa sincera e repleta de boa ironia que constroi aos poucos, palavra por palavra um questionamento sobre conflitos psicológicos e sociais.

Quick criou uma história sensível e forte, o autor nos submerge em uma narrativa baseada em conflitos familiares, mas que consegue ter seus momentos de pureza e beleza.

A narrativa transcorre em um dia em que Leonard Peacock completa dezoito anos! Para comemorar, ele se impõe uma missão: Desatar alguns nós do passado e, no fim do dia, suicidar-se, mas não antes de matar seu amigo de infância.

A dedicatória do livro nos revela a construção dessa narrativa; “Para os forasteiros, passado, presente e futuro.” Quick irá usar estes três tempos para nos fazer compreender melhor a personagem central. As notas de rodapé são recursos criativos para explicar históricos de situação e personagens ao longo da história. Outro recurso são as “Cartas do Futuro”, nelas Leonard fará contato com sua vida em uma projeção de suas expectativas para o seu futuro.

Fruto de uma família disfuncional, Leonard Peacock é um adolescente carente que clama por atenção durante todo o livro. Seu pai foi embora de casa (e pode até já estar morto), sua mãe, Linda, é uma estilista de sucesso em Nova Yorque e foge de Leonard como se foge de uma vida de frustrações e inconveniências.

Seu plano de assassinato-suicídio adolescente conta com uma fase preliminar, a despedida e entrega de presentes especiais para alguns de seus poucos amigos. O autor nos conduz a partir deste ponto, rumo ao ato fatídico.

As questões trazidas à tona pelo autor ao longo da história são sérias. A pedofilia, o alcoolismo, a religião, a família, sexualidade... Neste amplo campo de questionamentos,  autor pretende também fazer uma crítica  a “padronização” social; tenta nos levar a crer que aos diferentes são julgados, negligenciados e reduzidos á um rótulo. No entanto o que percebi no livro, são personagens bastante estereotipadas. O garoto que sofreu pedofilia, a estilista famosa e fútil, o professor sensível, o garoto asiático, a menina cristã protestante, o menino solitário e incompreendido... Acho que a todos esses personagens, faltou mais personalidade, faltou uma fuga dos padrões que nos proporcionaria grandes descobertas! Isso não acontece, mas nem por isso, a analise destes, torna-se vazia, mas sem dívida, não nos tira do lugar comum...

Assim, meu personagem preferido, é Walt, o vizinho idoso com quem Leo estabelece um ritual de diálogo peculiar usando frases de diversos filmes de Bogart. Aliás, as referencias cinematográficas são um mais um ótimo recurso na narrativa. Walt, não é apenas um velho solitário fã de cinema. Ele tem a sensibilidade que falta a todos os outros personagens da história, fazendo-o a personagem mais generosa e forte do livro.

Mas o grande fio condutor da história e a maior questão do livro é a construção da personalidade do individuo e a realização pessoal. A essas questões há material suficiente no livro para nos proporcionar boas reflexões.

“Perdão, Leonard Peacock” nos faz encarar a difícil passagem da adolescência para a vida adulta, processo cada vez mais longo e demorado nos dias de hoje. E nos mostra que a incondicional e dolorosa mudança da vida assim é, porque nos faz questionar os parâmetros que um dia pareceram seguros.

+ Reflexão: Perdão, Leonad Peacock: A razão do perdão.

A culpa, o remorso, arrependimento são os motivos que nos fazem pedir perdão.  O título do livro é a assinatura de Leonard para a sua narrativa. Por que perdão? Peacock não se culpa por seus atos, repensa-os e os encara de forma diferente no final; o perdão ilustra o concerto de uma consciência acerca de sua própria existência. A única reconciliação que aparece na história é a de Leonard com sigo mesmo. Com seu passado, com seu presente, e, ainda bem... Com seu futuro.  “Continue arrancando as algas [...] Limpe sua mente. E maneje a grande luz. Mesmo que ninguém esteja olhando.”

+ Quotes do Livro “Perdão, Leonard Peacock”:

“É por isso que as pessoas dão presentes, certo? Porque não sabem como se expressar em palavras...”. - L.P.

“Primeiro eles o ignoram, depois riem de você, em seguida lutam com você, e então você ganha.” - H. S.

“Eu sei como é difícil ser diferente. Mas também sei a arma poderosa que ser diferente pode vir a ser.” – H. S.

“Continue arrancando as algas [...] Limpe sua mente. E maneje a grande luz. Mesmo que ninguém esteja olhando.” S.

“A chave é fazer algo que marque você para sempre na memória das pessoas comuns. Algo que importe.” 

+ Avaliação: