14 julho, 2014

[Resenha Crítica] Churumela e o Amuleto de Belizar

Desvende seus olhos



Título Original: Churumela e o Amuleto Belizar
Autora: Elaine Souza
Gênero: Fantasia/ Literatura Infantojuvenil
Editora: Dracaena
Ano da publicação: 2013.

Sinopse: “Churumela é uma adolescente de quinze anos, que trabalha como garçonete desde a morte de seu pai há três anos. A sua mãe a abandonou assim que nasceu, deixando-lhe apenas uma medalha de ouro com a inscrição Bakía, cujo significado ela só irá descobrir dias antes de seu aniversário de dezesseis anos ao ganhar um espelho rachado e uma folha em branco. A partir de então, novas amizades e aventuras invadem a pacata vida da garota de nome esquisito, que 
descobrirá o mistério sobre sua verdadeira identidade e que seus olhos não são violetas por acaso.”

Esta é a primeira obra publica de Elaine Souza, formada em medicina pela 
UFPE (Universidade Federal de Pernambuco) e, pelo que nos contou em entrevista, não será única.

O título do livro me cativou pela estranheza, quando virei a capa para olhar a sinopse não foi bem isso que encontrei:

“ - Ei, Chu. Pediram-me para fazer uma sinopse de sua história para colocar na orelha do livro.
- Orelha? Elaine, você deveria falar de meus olhos violetas e não de minha orelha.
- Não é a esse tipo de orelha que estou me referindo… Ah, esquece!!! Acho que vou começar assim:
Churumela é uma adolescente de quinze anos, que trabalha como garconete na Delícias de Carne desde a morte de seu pai. Nunca conheceu sua mãe e…
- Pode parar! Coisa mais chata! Por que não pula para a parte que minha vida muda completamente ao ganhar, dias antes de meu anivesário de dezesseis anos, um espelho rachado e uma folha em branco?
- Mas aí eu teria que contar sobre Bakía, os Falgoses e suas tranças brancas, as Princhis e suas mágicas, os Mandras e suas espadas, os Magôs e seus doze dedos, as colinas Criskas… Churumela, suas aventuras são de deixar qualquer um de orelha em pé!
- De novo ese papo de orelha?
- Por onde devo começar?
- Você, eu não sei. Mas você, LEITOR, que tal começar pela primeira página?”

Segui a orientação de Churumela cheia de curiosidade. Ela narra suas aventuras com desenvoltura, muitas vezes referindos-se diretamente a nós, leitores. A estória é divídida em três partes, ao final de duas delas há um pequeno capítulo onde Chu compartilha conosco suas reflexões e temores sobre tudo o que se passou ou ainda sobre o que está por vir. Assim, a narrativa se constitui um dos pontos fortes do livro. Só falha nas cenas de ação, poderiam ser mais elaboradas.

Amizade, amor e o modo como vemos a vida com tudo que ela nos proporciona são valores que ecoam durante as 438 páginas do livro. Não se assuste com o número relativamente grande. A trama demora para deslanchar, na primeira parte cada acontecimento é envolto por segredos e assim como Churumela, não sabemos onde vamos parar. Mas o suspense motiva a leitura, a linguagem informal a torna agradável e logo estamos familiarizados com a narradora tagarela. E quando Chu finalmente descobre o que é Bakía, acaba nos envolvendo em seu mundo. (Também quer saber o que é?! Leia o livro! rs)

Não vou lhes contar mais sobre o enredo, para que assim como eu, vocês se surpriendam com o livro. Quero compartilhar a sensação de descoberta divertida que a autora me proporcionou. Elaine estreou bem, quero continuar acompanhando o crescimento desta autora e, é claro, as aventuras de Churumela.  

+ Reflexão: Desvende seus olhos, Liska!
Chu, ensinou-me uma coisa: há poesia em tudo, basta você se permitir ver. Cada momento pelo qual passamos pode nos ensinar algo. Mas para aprender precisamos enxergar além do óbivio, é necessário desvendar os significados para encontrar beleza e esperança nas coisas mais simples.

+ Quotes do Livro Churumela e o Amuleto de Belizar:
“Escreva sua poesia, minha menina. Não perca tempo olhando uma folha em branco. Você vai escrever coisas ruins, feia, tristes e alguns fracassos. É normal! Vai ter vontade de apagar esses versos com a grande borracha do tempo, mas perceberá que até mesmo os versos mais amargos podem gerar a força e inspiração para escrever os mais doces. Cada estrofe representa mudança, então não escreva apenas uma.”

“ [...] não existe amor onde só se enxerga a si próprio, Churumela!”

+ Avaliação:






5 comentários :

  1. Oi ! Tudo bom?
    Meu livro chegou hoje, e depois da sua resenha, não vejo a hora de lê-lo. Tomara que Churumela também me faça ver a poesia em vários lugares... acho isso muito interessante mesmo! Beijo, Jessica
    entreeleitores.blogspot.com

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  2. Nossa!!! Me deixou mais curiosa, estou com essa delícia aqui para ler, agora que estou doida mesmo,hahahahaha, amei sua resenha, sem spoiler, o que é muito bom, espero ler logo e entrar nesse mundinho lindo da Chu.
    bjs

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  3. uau! com certeza é um livro divertidíssimo! espero poder ter a oportunidade de ler!

    resenhaeoutrascoisas.blogspot.com

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  4. Oi Isa,
    Ah, o título não me atraiu nem um pouco, mas o quote que você selecionou é lindo! <3
    Realmente páginas em branco não nos levam a lugar nenhum. Quero descobrir o que é Bakia! kkk
    Deve ser um livro cheio de reflexões, é assim que eu gosto, livros que nos dão o que pensar depois.

    Beijo,
    Mari Siqueira
    http://loveloversblog.blogspot.com

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