05 dezembro, 2014

[LISTA #3] 5 livros para ler no Natal



O Natal é uma data que tem magia própria, não precisa de luzes pisca-piscas e canções... A data tem uma espécie áurea encantada! Pra aproveitar ao máximo o clima natalino resolvi fazer uma lista de livros pra ler no fim de ano e vou compartilhá-la aqui com vocês ;)  

1 - Harry Potter - J.K.R



Harry Potter é um garoto comum que vive num armário debaixo da escada da casa de seus tios. Sua vida muda quando ele é resgatado por uma coruja e levado para a Escola de Magia e Bruxaria de Hogwarts. Lá ele descobre tudo sobre a misteriosa morte de seus pais, aprende a jogar quadribol e enfrente, num duelo, o cruel Voldemort.Com inteligência e criatividade, J. K. Rowling criou um clássico de nossos tempos. Uma obra que reúne fantasia e suspense num universo original atraente para crianças, adolescentes e adultos. Quem é que não adoraria passar o Natal em Hogwarts?!!



2 - Como Grinch Roubou o Natal - Dr. Seuss 



Assisti muitas vezes ao filme e só agora descobri que existe um livro do qual a estória foi adaptada! Encarnado por Jim Carrey no cinema, o Grinch é um dos personagens mais conhecidos de Dr. Seuss. Nervoso e emburrado, esse monstrinho não quer deixar as festas de fim de ano acontecerem: "O Grinch odiava o Natal! A véspera e toda aquela função!Por favor, não pergunte por quê. Ninguém sabe a razão.Talvez, quem sabe,  o motivo mais correto, é que ele não tinha o coração do tamanho certo.
Apesar de ser um livro infantil, Como o Grinch Roubou o Natal é divertido e bonito, podendo ser lido por qualquer pessoa em qualquer idade. Infelizmente a edição brasileira está esgotada. Mas dá pra encontrar a edição original em inglês e , quem sabe , por um milagre natalino, achar em um sebo...




3- Cartas do Papai Noel – J. R. R. Tolkien 



Durante 23 anos, perdurou uma tradição que se iniciou em 1920 na família de Tolkien; este escrevia e ilustrava cartas como se fosse Papai Noel para seus quatro filhos. Tolkien contava nessas cartas histórias de natal bem elaboradas e repletas de fantasias, descrevendo os últimos acontecimentos no Polo Norte. O livro, publicado em 1976 pela família do escritor, é resultado de um trabalho primoroso, com a reunião de todas essas cartas e ilustrações.


4- O Natal de Poirot - Agatha Christie 



Em “O Natal de Poirot”, a Rainha do Crime mais uma vez surpreende nessa aventura do famoso detetive Hercule Poirot. Simeon, patriarca da família Lee, convida todos os filhos para comemorar o Natal na sua luxuosa mansão. Ele pretende se divertir às custas dos gananciosos parentes. Alterações no testamento, assassinato, e todos os familiares suspeitos são itens desse intrincado mistério escrito de maneira brilhante por Agatha Christie.


5- Deixe a Neve Cair - M. Johnson, J. Green, L. Myracle 



Os três contos de Natal escritos pelos três autores estão reunidos neste livro repleto de encontros românticos e aventura. As histórias são interligadas pelos personagens (devendo, portanto, serem lidos na ordem) e têm como cenário uma cidade atingida pela nevasca. O expresso Jubileu (Mauren) conta a história de Jubileu que, ao viajar para a casa dos avós após os pais serem presos, fica isolada num trem e acaba conhecendo um rapaz que mudará os seus sentimentos pelo seu namorado. O milagre da torcida de Natal (Green) conta as aventuras de três amigos que enfrentam a tempestade de neve para ir ao encontro de líderes de torcida. Por fim, em O Santo padroeiro dos porcos (Lauren), conhecemos Addie, uma garota egocêntrica que tenta lidar com o fim do namoro e se atrapalha ao procurar um porco de estimação para dar de presente de Natal à sua amiga.




Extra #6 – Milagre na Rua 34 - Valentine Davies



Há filmes que crescemos assistindo nas sessões especiais de natal da TV. Imagine descobrir que este filme é adaptado de um livro! “Milagre na Rua 34” é uma fábula inesquecível, que para muitos tornou-se sinônimo de celebração do Natal.  No livro de Valentine Davies, a época natalina torna-se cheia de encanto quando um cavalheiro muito bem educado, de olhos brilhantes, com uma "ampla" barriga e barba branquinha é contratado como Papai Noel pela dona de uma famosa loja de departamentos. Ele alega que seu nome é Kris Kringle, e logo contagia a todos com o espírito do Natal, exceto sua chefe que ensina sua filha pequena a não acreditar em Papai Noel. Mas quando Kris é declarado louco – por afirmar ser o Papai Noel em pessoa - e enviado a julgamento, a fé de todos é colocada em teste, pois tanto jovens quanto idosos enfrentam a antiga pergunta: Você acredita em Papai Noel?  Uma verdadeira história de fé, amor e imaginação e que permanece como um dos mais populares e adoráveis filmes sobre a época natalina de todos os tempos.




Ficaram inspirados para ler nesse natal? Se tiverem alguma dica de livro para eu acrescentar á minha lista, deixe nos comentários ;) 







24 novembro, 2014

A balada de Esperança: ouça “The Hanging Tree”



Assisti ao filme Jogos Vorazes: Esperança – Parte 1 e não pude ficar indiferente á triste canção de Katniss Everdeen, “The Hanging Tree”. 

Jennifer Lawrence, que interpreta Katniss nos filmes da saga, canta a faixa, com arranjo incrível do compositor James Newton em parceria com o The Lumineers.

A letra da canção é de autoria da Suzanne Collins ( autora da trilogia Jogos Vorazes). “A ideia da música veio do livro... [a autora] Suzanne Collins escreveu a letra e a ideia era que fosse uma velha canção folk que o pai ensinou a ela”, disse ao AOL o diretor do filme, Francis Lawrence. “Então eu sabia que precisaríamos de uma melodia deste tipo. E o The Lumineers fez uma canção muito bonita para a trilha de Em Chamas.”

No enredo do filme, Katniss aprendeu a canção do pai quando era criança. A letra sombria da faixa ganha um novo significado para Katniss, quando a punição da Capital pesa forte sobre ela.
No começo, a música traz a voz de Lawrence cantando a melodia assombrosa à capela até que entra uma orquestra de cordas, guiando a um refrão reforçado por vozes igualmente taciturnas, acompanhando a atriz. É realmente emocionante... Um presente para os fãs da série! 
+ Curiosidade: Segundo a reportagem da revista Rolling Stone, o diretor mandou a atriz a um técnico de voz para ajudá-la a ter confiança para gravar ao vivo.  – “Ela consegue cantar no tom” –disse.  “Ela se sentiu muito vulnerável em relação a cantar, e ela sabia que teria de cantar o dia inteiro. Jen não ficou feliz por ter que cantar durante um dia inteiro, e ela ate chorou um pouco de manhã.” completou o diretor. 
Minha opinião? Ela arrasou! 
Ouça “The Hanging Tree”, de Jogos Vorazes: A Esperança – Parte Um, interpretada por Jennifer Lawrence.



A faixa estará inclusa no álbum com trilhas do filme (não na trilha sonora pop feita por Lorde), que chega às lojas em 24 de novembro. Confira aqui a lista com as demais canções que estarão no álbum. 


fonte: http://rollingstone.uol.com.br/

14 novembro, 2014

A Singularidade dos Figurinos de "Meu Pedacinho de Chão" : O vestir ressignificado

Criatividade Têxtil : Vestido de Noiva da Personagem Milita
A criatividade e a singularidade conferidas ao figurino de Meu Pedacinho de Chão, novela das seis exibida pela Globo entre abril e agosto deste ano, assume  sua  expressão mais lúdica na exposição Thanara Schönardie - Meu Pedacinho de Chão, que acontece entre os dias 9 e 16 de novembro, na Praça das Artes, em São Paulo, como parte da programação do TELAS - Festival Internacional de TV. Com produção de Jorge Farjalla, serão expostos cerca de 40 figurinos de personagens que exploram os significados dos objetos. 

Sobre a Obra: Os Figurinos

O processo de criação do figurino  da novela tem a característica de “ressignificar” objetos atribuindo a eles novos sentidos. São materiais que, a serviço da dramaturgia, assumem a função de tecidos, adornos e viram elementos narrativos.

Em seu processo de criação, a figurinista usou elementos como vinil, látex, canudinhos, bijuterias, bexigas, talheres de plástico, pedaços de brinquedo e até rendas originais do século XVIII, destituindo-os de  sua função original para que adquirissem novo significado na composição dos personagens. As casacas dos personagens Epa (Osmar prado), Ferdinando (Johnny Massaro) e Renato (Bruno Fagundes), por exemplo, são suspensas e presas a fios, transformando-se num balão - um balão inflado pela memória.  Os sapatos de Catarina (Juliana Paes), feitos com balas e doces, são servidos em bandejas, deixando de serem sapatos e virando guloseimas.

O vestir ressignificado faz pensar nos usos de inumeros objetos e faz também repensar o desuso de outros tantos.... A obra da figurinista ainda, amplia as possibilidades de texturas e inspira profundamente a criação de novas formas e novos tecidos. 

Confira abaixo imagens da exposição:
















Sobre a Figurinista: Thanara Schönardie

De Caxias do Sul (RS), formada em Jornalismo, Moda e Estilo e Publicidade, Thanara Schönardie trabalhou em todas essas áreas antes de chegar ao Rio de Janeiro, há mais de 10 anos. Na cidade carioca, participou de feiras de moda, mas as exigências do mercado norteado por tendências pré-estabelecidas as levaram a procurar o caminho de criação de peças mais autorais. Logo encontrou no figurino a realização artística.

+ Informação sobre a exposição:
Exposição Thanara Schönardie - Meu Pedacinho de Chão                         
Quando: 9 a 16 de novembro, das 10h às 18h                                         Onde: Praça das Artes - Av. São João, 281 - Centro - São Paulo                 
Entrada gratuita (é necessário retirar ingressos até uma hora antes da sessão)
Fonte: redeglobo.globo.com

31 outubro, 2014

LITERATURA NA MODA: ON THE ROAD, WALTER SALLES E A NOVA COLEÇÃO DA ROWNEY



Instagram:@semgeracao

Quando eu digo que alguém que trabalha com moda precisa entender um pouco de tudo, não é exagero. Se você se propõe a falar de moda, certamente precisa entender o mínimo de economia (uma vez que ela mexe com o sistema econômico), de música (os movimentos musicais influenciam e sempre vão influenciar a moda das tribos), de comportamento (a mudança do vestuário ao longo dos século XX está aí para provar isso) e também de literatura.

Falo isso porque recentemente recebi o release da coleção de uma marca carioca que se reestrututou e trouxe novidades para seus consumidores. A Rowney coincidentemente me enviou a campanha da nova coleção intitulada "On The Road" na mesma semana em que eu peguei o livro de Jack Kerouac para ler. Calma que eu explico.
Após assistir, depois de mais de dois anos, o filme brasileiro-franco-canadense de Walter Salles (respeitável diretor conhecido internacionalmente), On The Road, decidi finalmente pegar o livro e tentar entender mais de perto como uma obra pode influenciar tanto uma sociedade e ser fator determinante para uma das tribos urbanas mais importantes do século XX, os hippies. O filme de 2012 (que tem no elenco as Kristen Stwart e Dunst, Garrent Herlund e a brasileira Alice Braga) é uma adaptação do livro homônimo lançado nos anos 50.
A Geração Beat


A história do livro conta os anseios utópicos de um grupo de jovens do pós-guerra que decidiu largar a vida engessada pelos seus antepassados, pegar a estrada e seguir rumo ao oeste dos Estados Unidos guiados pela filosofia de vida livre que permeou a geração de artistas marginais, estudantes, poetas, escritores e músicos na década de 1950. Eles vinham de tempos de guerra, e viram seus pais serem oprimidos pelo governo numa sociedade opressora. Por isso, tinham como valores o amor livre, a comunhão com a natureza e, sobretudo, a felicidade pura e orgânica como princípio básico. Segundo o historiador Eduardo Bueno, como conta no prefácio do livro, esses jovens eram chamados de hipsters lá década de 1950 (qualquer relação é mera coincidência) por serem considerados modernos demais e com princícios que se opunham aos anteriores.
O livro de Jack Kerouac dá forma a essa geração e foi o mais lendário e famoso do autor de outro 23 títulos. Virou uma espécie de bíblia para esses de jovens que, uma década mais tarde, desencadeou nos Hippies. A obra foi influência em vários sentidos. Exemplo disso são os registros de que Bob Dylan saiu de casa após ler a obra, e The Doors tenha sido formado após Jim Morrison terminar a última página de On the Road.
E não foi à toa, imagino eu, que uma marca carioca de moda masculina usou a obra de Kerouac como ponto de partida para a criação das peças de sua coleção de verão e estética do catálogo. A Rowney tem ganhado os cariocas com um conceito bem "livre", por assim dizer. Percebe-se que na nova coleção, tudo tem um porquê: os tons terrosos do solo, o azul dos lagos e o verde da vegetação, que diversas vezes são citados na obra de Jack Kerouac, colorem as peças. As estampas também buscam traçar rotas e vêm em formatos de mapas e caminhos. As lavagens das camisas jeans resgatam o desgaste das estradas e, quando aliadas às bermudas coloridas buscam um apelo fashion do novo homem.  A coleção pode ser conferida no site, mas ficam aqui algumas imagens pra vocês: 






22 setembro, 2014

[Poesias do Mês #4] Os Poemas



Os poemas são pássaros que chegam
não se sabe de onde e pousam
no livro que lês.

Quando fechas o livro, eles alçam voo
como de um alçapão.
Eles não têm pouso nem porto
alimentam-se um instante em cada par de mãos
e partem.

E olhas, então, essas tuas mãos vazias,
no maravilhado espanto de saberes

que o alimento deles já estava em ti…


Mário Quintana 


+ O Poeta e a Posesia: 

O poema “Poemas” foi publicado no livro “Mario Quintana — Poesia completa”, editora Nova Aguilar. Mario Quintana morreu em 5 de maio de 1994.



15 setembro, 2014

[Resenha Crítica] Herói

É preciso um motivo para descobrir a coragem.


Créditos na imagem


Título Original: Herói
Autora: Emerson Dantas e Pimenta
Gênero: Fantasia/ Literatura Infanto juvenil
Número de páginas: 213
Editora: Buriti
Ano da publicação: 2013


Sinopse: ”Em uma quarta-feira qualquer a vida pode se transformar completamente. No que parecia ser um dia comum, a história de Eric muda de forma inexplicável. Sendo apenas mais um em meio a tantos, com sua família normal, os mesmos amigos de sempre, e as inseguranças de qualquer adolescente, Eric sofre um acidente e quando desperta se vê em um lugar completamente estranho. Não há nada ao seu redor que faça sentido. Nada familiar. É quando ele decide se levantar e procurar uma maneira de voltar para casa, encontrando pessoas, perigos, amigos, inimigos, o amor; situações fantásticas que mudarão completamente o seu destino.”


Embora Emerson, advogado e estudante de Letras, tenha contos publicados em mais de doze antologias nacionais, este é seu primeiro.


Escrito de maneira singela e agradável, com toques de humor muito bem dosados, o livro conta as aventuras de Eric, um garoto comum de Minas Gerais (cidade natal do autor). Como todo adolescente, Eric tem seus hobbies preferidos, é viciado em doces, se dispersa durante a aula (apesar de ser um bom aluno),  um grupo pequeno de amigos e um amor platônico. E é claro, medos. Eric teme acima de tudo passar despercebido pelo mundo. Sabe que todos tem potencial para alguma coisa e que com ele não é diferente, mas receia deixar a chance de mostrar do que é capaz passar.
Numa quarta-feira qualquer, Mariana, sua amiga e paixonite desde a terceira série, oferece uma carona aos amigos com o carro que roubou do pai. No caminho de volta para casa eles sofrem um acidente. Eric acorda em um lugar bonito e completamente estranho, cria teorias sobre seu paradeiro e decide sair a procura de respostas. Então conhece Elli, princesa deste lugar estranho que o conquista imediatamente. Ele também a cativa com suas roupas e modos estranhos. Porém, pela mesma razão, Eric é aprisionado a mando do Rei.


Apesar do confinamento o garoto e a Princesa aproximam-se, mudando os rumos da estória. Juntos os dois viverão aventuras além de tudo o que Eric imaginou. Ele terá a sua chance de ser um herói.


A narração em terceira pessoa torna possível que nos aproximemos de diferentes personagens a medida que suas estórias são apresentadas. O autor soube traçar paralelos e apesentar flashbacks sem tirar a fluidez da narrativa, estes elementos contribuíram para a boa construção das personagens.


Durante o enredo diversos temas, como amizade, amor verdadeiro, a busca por um motivo que impulsione a viver e dificuldade de sentir-se incluído, são abordados de forma despretensiosa, geralmente deixando que o leitor os absorva.


Herói é uma leitura agradável e envolvente, podendo ser lido muito rapidamente. Vale a pena prestigiar o trabalho de Emerson e conhecer Eric e companhia em suas aventuras.


+ Reflexão: É preciso um motivo para descobrir a coragem.


Relacionar a coragem com grandes feitos é comum. Basta ter um motivo que desperte nossa coragem, agir por algo que nos inspire por mais que isto não seja muito lógico ou nem mesmo altruísta, mas que nos impulsione a superar barreiras. Não é preciso lutar por uma causa grandiosa para ser corajoso.


+ Quotes do Livro Herói:

"Porque para conseguir não basta querer. Tem que acreditar e agir. Colocando a frente de tudo o sentimento. E não ter medo de errar. E se errar, não ter medo de aceitar"


"Nunca existirá uma única escolha diante de nada, ou então não será uma escolha e sim uma imposição. A diferença é que talvez a outra atitude a se tomar exigirá muito mais de você, seja mais força, mais empenho, ou com certeza mais coragem!"


+ Curiosidade:

Em cada capítulo, a uma frase inicial. Juntas elas formam um poema:
“ Numa quarta-feira comum tudo pode se tornar novo, e assustador.
Mas o que não quer dizer que venha a ser necessariamente ruim.
Pois em qualquer lugar no universo, se for dado ao amor chance dele florescer sinceramente em qualquer das suas formas.
Seja a paixão, ou a amizade, não há sentimento ruim que não se torne aceitável.
Não há dor que não pare.
Não há decisão que se torne difícil.
Não há medo que não fuja.
Pois está é a fórmula para se sentir em casa.
Não requer atos grandiosos, sacrifícios ou combates.
Mas requer coragem, compaixão, e mais um pouco de coragem.
Porque para conseguir não basta querer, tem que acreditar e agir.
Colocando a frente de tudo o sentimento.
E não ter medo de errar. E se errar, não ter medo de aceitar.”
(Achei isso super legal!)


+ Avaliação:

Nota: Não poderia deixar de observar que a editora falhou ao deixar passar alguns erros na impressão.

06 agosto, 2014

[Moda suatentável] O Papel Social do Designer de Moda


A vestimenta é uma linguagem simbólica e a Moda, um conjunto de códigos dos quais as pessoas se servem para comunicar-se e entender os acontecimentos e o pensamento coletivo de determinado período. 

A moda expõe valores que estão prestes a emergir no ambiente social. O que faz do designer de Moda, um agente ressignificador da sociedade, na medida em que ele passa a funcionar como um catalisador de diversos universos de referências do cotidiano social. Ele sedimenta as subjetividades da sociedade para projetá-las na sua criação.

A Moda preconiza os aspectos morais e culturais latentes nas sociedades, refletindo com eficácia os sintomas sociais que permeiam o cenário da contemporaneidade. Produzir moda é uma trajetória de constante enriquecimento de conteúdo sociocultural.

 A partir da sua relação com temas sociais, políticos, e filosóficos, o criador de Moda projeta desejos e necessidades materiais e imateriais construindo um objeto de desejo e consumo. As criações são, sob este ponto de vista, instrumento para a materialização e perpetuação de ideologias, de valores predominantes em uma sociedade. O designer reproduziria realidades e moldaria indivíduos por intermédio dos objetos que configura. 

Esse papel social imperativo torna extremamente importante a análise crítica dos modos de pensar e fazer Moda na sociedade.

O designer consciente da relação da Moda com a sociedade sabe da responsabilidade que tem pelas interferências de sua produção nesta, tanto no plano social quanto no subjetivo e está mais perto de exercer este papel contribuindo positivamente para o desenvolvimento da sociedade. 

Como profissional preparado com instrumentos objetivos e qualidades imaginativas em busca de uma solução inédita para sua criação; ao admitir-se como cidadão ativo na construção de linguagem coletiva, o designer de moda deve assumir um papel criativo não só para criação de estilos inéditos, mas também para propor soluções que acarretem benefícios para a sociedade. 

O designer tem nas pessoas, seres humanos, seu campo vivo e dinâmico para atuação humanista. Portanto, o profissional desta área, deve ser formado com valores humanistas e solidários para o exercício socialmente responsável de sua atividade. Os caminhos propostos por Carlos Rodrigues Brandão, Paulo Freire Paul e Singer , para uma interação da formação acadêmica com a sociedade , são consideráveis na atuação social do designer de moda.

A pesquisa participante apresentada por Brandão, como forma de estabelecer uma relação do estudante com as comunidades populares, é um caminho para construção do pensamento solidário deste sua formação para o posterior exercício de sua profissão. 

A consciência do valor de cada individuo e cidadão em sociedade,  e em todas as camadas sociais proposta por Freire é significativa numa área profissional que envolve indivíduo de diversos níveis sociais na mesma cadeia de produção. Esta consciência é a forma mais eficaz de se evitar a opressão, o trabalho escravo ou semiescravo dentro da produção de moda. 

De semelhante importância, a Economia Solidária exposta por Singer, aplicada á atividade do designer de moda, surge como alternativa para geração de trabalho e renda além de inclusão social. A aproximação do designer de moda com comunidades populares converte-se em ganhos para as comunidades ao mesmo tempo em que propiciam o aproveitamento e o resgate de técnicas de manufaturas dos produtos de moda, numa relação de benefício mútuo.


Assim, concluísse, que o Designer de Moda que agrega valor social em sua formação é capazes de promover o desenvolvimento em toda a área de Têxtil e Moda, transformando construtiva e modernamente o contexto em que estamos inseridos, de modo a avançar o desenvolvimento no setor e a democracia em sociedade. 

( Este texto é parte do meu Relatório de Estudo do Papel Social do Design de Moda feito para Tutoria Científica na Graduação em Têxtil e Moda na Universidade de São Paulo)

03 agosto, 2014

[Poesia do mês #3] Não sei quantas almas tenho



Não sei quantas almas tenho.

Cada momento mudei.

Continuamente me estranho.

Nunca me vi nem acabei.

De tanto ser, só tenho alma.

Quem tem alma não tem calma.

Quem vê é só o que vê,

Quem sente não é quem é,

Atento ao que sou e vejo,
Torno-me eles e não eu.

Cada meu sonho ou desejo

É do que nasce e não meu.

Sou minha própria paisagem;

Assisto à minha passagem,

Diverso, móbil e só,

Não sei sentir-me onde estou.

Por isso, alheio, vou lendo
Como páginas, meu ser.

O que segue não prevendo,

O que passou a esquecer.

Noto à margem do que li

O que julguei que senti.

Releio e digo: “Fui eu?”

Deus sabe, porque o escreveu.
  
                                                                                  Fernando Pessoa

+ O Poeta e a Poesia: 

Concordo com Pessoa, viver a vida e pensar a vida são opostos que sempre nos desafiam...

Fernando Pessoa. Escritor e poeta, Fernando Pessoa é considerado, ao lado de Luís de Camões, o maior poeta da língua portuguesa e um dos maiores da literatura universal. O crítico literário Harold Bloom afirmou que a obra de Fernando Pessoa é o legado da língua portuguesa ao mundo. Fernando Pessoa nasceu em Lisboa, em junho de 1888, e morreu em novembro de 1935, na mesma cidade, aos 47 anos, em consequência de uma cirrose hepática. Sua última frase foi escrita na cama do hospital, em inglês, com a data de 29 de Novembro de 1935: ‘I know not what tomorrow will bring’ (Não sei o que o amanhã trará).

+ Dica de Leitura:

 O Portal domínio Público disponibilizou toda a Obra poética de Fernando Pessoa para download gratuito!  Clique aqui é baixe o que quiser do poeta ;)